quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Trilha do Garcez - Natividade da Serra

Natividade da Serra é uma cidadezinha pacata, que fica na região do Vale do Paraíba Paulista. Possui esse nome devido à padroeira do município, Nossa Senhora da Natividade, e devido sua localização geográfica na Serra do Mar.

A trilha do Garcez está localizada dentro do Parque Estadual da Serra do Mar - Núcleo Santa Virgínia, que fica há aproximadamente 230 km de São Paulo. O local era habitado por 8 famílias e em 1989, quando o parque foi criado, essas famílias e o Sr. Garcez, morador mais antigo, mudaram-se de lá.



Da estrada de terra, avistamos os Manacás da Serra colorindo de tons rosa e lilás a verde mata! Após 15 km chegamos na portaria do parque e encontramos o monitor João.


Iniciamos a caminhada em mata secundária em recuperação e cada vez mais que adentrávamos a trilha ia ficando encantada com o que via! Ou com o que não via!:) Não havia um "fiapo" de lixo em lugar algum!

Uma parte do caminho possuía grama e em pensamento viajei por alguns instantes e me senti andando no Peabiru*!


Onde não havia grama, quase não se via a terra, pois o solo era coberto por folhas. O trajeto acompanhava o simpático Rio Garcez com o som calmo de suas águas cristalinas correndo entre as pedras. Passamos pela primeira queda do rio, tiramos fotos e continuamos.


Em alguns momentos cruzamos o rio sobre as pedras e em um lugar com um pouco mais de lama, o João nos mostrou uma pegada de capivara! 


A mata já estava bem fechada que chegava ficar até escurinho, mas mesmo assim as raízes vermelhas das palmeiras Jussara saltava aos olhos!!! Meu sentimento era de extrema paz, leveza e felicidade em saber que ainda há locais tão preservados aberto ao público!

Depois de mais alguns minutos de caminhada, chegamos na segunda queda, tiramos fotos e seguimos em frente. 


A Cachoeira do Jacu era a última queda, onde entramos na água. O lugar é magnífico! Há um gramado em frente à cachoeira e borboletas bancas e azuis "borboletando" por ali!!!


Aproveitamos para lavar a alma debaixo da queda, curtimos um pouco e finalizamos a trilha depois de andar aproximadamente 8 km.



Nesse mesmo dia seguimos para outra cachoeira, que vou contar num próximo post!

*Era um caminho transcontinental, utilizado antes da chegada dos Portugueses e Espanhóis, que ligava a região sudeste/sul do Brasil até ao Império Inca. No Brasil, existiam vários "ramais" que eram percorridos pelos indígenas. Esse caminho possuía aproximadamente 1,40 metro de largura, era rebaixado em aproximadamente 40 cm em relação ao solo e recoberto por uma gramínea.


Venham com a TrilheG.A.L. conferir mais essa trip!!!

Confiram valores e próximas saídas: whats 11 974535850

Curtam: https://www.facebook.com/trilhe.garantindoaliberdade/


domingo, 3 de janeiro de 2016

Cachoeira da Friagem



Vista do início da trilha
A trilha é subida quase o tempo todo e fizemos em 50 minutos aproximadamente (ida). Depois do sapezal a vegetação entrou em transição e logo veio a mata mais fechadinha. 


A cachoeira é bem alta e charmosa, mas não tem poço para nadar. Aproveitamos a massagem feita pela água e voltamos em 30 minutos. 


Distância: 2,4 km

Nível: Intermediário

Venham com a TrilheG.A.L. conferir mais essa trip!!!

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Segunda Subida ao Pico de São Sebastião


Dia 23 de Dezembro iniciamos a subida ao Pico às 6:30h da manhã, apenas com mochila de ataque, pois não  acampamos.

Com certeza subestimamos a trilha para o Pico de São Sebastião. Como já tínhamos ido uma vez, acreditávamos estar mais próximos do topo do que pensávamos.

Como a trilha está sendo mais usada pelos Monitores de Ilhabela, está bem mais aberta na parte dos bambuzais, mas tem locais que a mata abre como bosque e a trilha se perde. Erramos o caminho umas 3 vezes na subida , mas encontramos o rastro da trilha rápido.

Chegamos na pedra do bivaque, continuamos à direita e passamos entre as 2 pedras. Seguimos praticamente em frente, onde tem um tronco, já meio podre, caído na altura da cintura. Esse tronco está numa região ainda com bambus. A trilha continua descendo e parece acabar em cima de algumas pedras com bromélias, ultrapasse essas pedras e continue. Quando avistar uma outra pedra bem grande, siga a trilha subindo à esquerda. Atenção, as fitas zebradas que indicavam o caminho foram retiradas.

Daqui para frente a subida continua cada vez mais íngreme. Chegamos até a pedra onde havíamos parado da outra vez (essa foto peguei emprestada do álbum do Augusto, do blog Trilhas e Trips):

Siga à esquerda quando chegar nessa pedra
Continuamos a trilha pela direita da pedra, como na 1ª subida (mas a trilha certa é pela esquerda). Dessa vez levamos corda, pois a trilha some num certo trecho e fica muuuuito íngreme, com árvores caídas. Sabíamos que não estávamos na trilha certa, mas continuamos subindo e usamos a corda 2 ou 3 vezes para maior segurança. Na primeira parte, onde tinha a primeira árvore caída, fui na frente e passei a corda. Subi na árvore caída, que ainda possuía raízes no solo e estava crescendo na horizontal e o "baguio" ficou louco, quase 90 graus e a próxima árvore estava longe para eu alcançar, então desisti. Meu irmão, que é mais alto, veio e decidiu subir e passar a corda. Ouvi ele respirando fundo algumas vezes e então subiu e achou a trilha novamente! Fiquei radiante, pois afinal, meu brother estava no topo do morro e havia achado a trilha. 

Começamos avistar o canal entre as árvores e até pulei de alegria, achando que o topo estava próximo! 


#Sóquenão! A trilha continuava descendo e avistamos um topo um pouco mais alto à frente. Andamos mais 40 minutos e já eram 3 horas da tarde. 


Sabíamos que se andássemos mais 40 minutos no máximo alcançaríamos o topo, mas não havia mais tempo, poderíamos ficar na mata no escuro e como a trilha é cheia de bifurcações e não a conhecemos muito bem, decidimos voltar... 

Continuamos descendo e alcançamos o terceiro tombo da cachoeira por volta das 18 horas. Não exitamos e ficamos lá um tempo relaxando debaixo da queda.

Da próxima vez, com certeza atingiremos o topo!

EQUIPAMENTOS IDEAIS PARA ESSA TRILHA

Vestimenta
  • Calça (cobrindo toda a perna, nada de legging)
  • Camiseta de manga comprida ou gandola (espinhos e bambu-lixa)
  • Meias compridas, que cobram toda a canela
  • Roupas íntimas confortáveis
  • Bota para trilha (cano alto)
  • Boné ou chapéu
  • Luvas (cipós com espinhos, entre os gomos dos bambus há um espinho, que parecem pelinhos)
Dentro da mochila de ataque (se não for acampar)
  • Repelente
  • Protetor Solar (o sol chega ao chão no início da trilha e no pico)
  • Câmera e/ou filmadora
  • Cantil, Garrafa ou Squeeze (mínimo 2 L de água por pessoa)
  • Facão
  • Bússola ou GPS
  • Alimentos: barrinha de cereal, fruta in natura (indico maçã), frutas secas, castanhas ou chocolate (energia), lanche frio, suco de caixinha. Claro que não é necessário levar tudo isso, escolha de acordo com sua preferência.
Dicas
  • Endomondo/Strava: aplicativo de celular para medir a distância, tempo e o traçado do caminho 
  • Mesmo não sendo necessário, mas por precaução é bom levar um kit de primeiros-socorros,  lanterna, corda e faca. Nunca se sabe o que pode acontecer...
  • Caras que também subiram o Pico de São Sebastião e que deram várias dicas: Augusto e Equipe Coco no Mato
ATENÇÃO!
  • TRILHA DE NÍVEL DIFÍCIL, NÃO RECOMENDADA PARA INICIANTES
  • Se não for acampar, inicie a trilha antes das 6 horas da manhã.
  • Não ingira bebidas alcoólicas, nem use substâncias que alterem o estado físico e psicológico.
  • ÁGUA: em 3 pontos na trilha, no início (cachoeira), próximo ao bivaque e ao pico (ver nos blogs citados)
  • Leve seu lixo e se possível, recolha o que encontrar pelo caminho também. A natureza agradece!
  • Cuidado com as Jararacas e Jararacuçus, normalmente estão nos bambuzais.
Para ler o relato da 1ª subida, clique aqui.


Cachoeira da Pedra Furada

CACHOEIRA COM ACESSO PROIBIDO E FISCALIZAÇÃO

Nossa aventura do dia 13 de Dezembro foi a já tão conhecida Cachoeira da Pedra Furada.

Chegamos por volta das 9 horas da manhã e deixamos o carro estacionado próximo ao bar da balança no km 77. Estávamos nos preparando para sair, quando um cachorrinho muito simpático começou a nos acompanhar.

Começamos nossa caminhada sentido litoral pelo acostamento da Rodovia Mogi-Bertioga, o melhor a se fazer é atravessar a Rodovia com muito cuidado e andar no acostamento da pista de subida, assim terá uma melhor visualização dos veículos.

Depois de andarmos exatos 3.440 km chegamos no local da entrada da trilha. Olhando na Rodovia, sentido litoral, avistamos essa placa:


Depois de entrar na trilha, pegue a direita e continue sempre na principal, de terra bem batida. No começo é bem descampado, mas depois a vegetação torna-se um pouco mais alta, várias vezes cruzamos com áreas de mangue e como o terreno é plano e havia chovido no dia anterior, estava bem encharcado. O Tobi (cachorro que nos seguiu) se divertia muuuito correndo freneticamente de um lado para o outro nos atoleiros.

Quanto mais adentrávamos a trilha, mais a mata ficava alta. Passamos por uns tocos de árvore colocados no solo, que provavelmente devem servir para facilitar a caminhada e também proteger o meio ambiente. 

Cruzamos um riacho e saímos no poço da parte de cima da cachoeira, que estava com suas águas marrons e correnteza (infelizmente), devido às chuvas do dia anterior.


Poço da parte de cima da cachoeira
Depois de 3 km da estrada e aproximadamente 1 hora de trilha, chegamos na base da cachoeira, que possui um poço, mas não é muito fundo. Pra falar a verdade, a água marrom era bem pouco convidativa... Quero voltar lá para ver a água vazando apenas através da pedra e não transbordando por cima! Pedra Furada, até qualquer dia!


EQUIPAMENTOS IDEAIS PARA ESTA TRILHA:

Vestimentas
  • Calça 
  • Camiseta
  • Bota para trilha 
  • Boné ou chapéu
  • Roupa de banho, se for entrar na água, caso contrário, roupas íntimas confortáveis.
Dentro da mochila de ataque
  • Repelente
  • Protetor Solar 
  • Câmera e/ou filmadora
  • Cantil, Garrafa ou Squeeze (com água)
  • Alimentos: barrinha de cereal, fruta in natura (indico maçã), frutas secas, castanhas ou chocolate (energia), lanche frio, suco de caixinha. Claro que não é necessário levar tudo isso, escolha de acordo com sua preferência.
Dicas
  • O local não possui banheiros
  • Vá cedo, pois essa cachoeira é bastante frequentada e a partir do meio dia começa a lotar
  • Endomondo: aplicativo de celular para medir a distância, tempo e o traçado do caminho 
  • Importante levar, mesmo não sendo utilizado: kit de primeiros-socorros, lanterna, corda, bússola ou GPS e faca. Nunca se sabe o que pode acontecer...
ATENÇÃO!
  • Fiquem atentos com o previsão do tempo! Mesmo estando sol; se chover na cabeceira do rio corre-se o risco de tromba d´água.
  • CUIDADO ao caminhar sobre as pedras na cachoeira
  • Não ingira bebidas alcoólicas, nem use substâncias que alterem o estado físico e psicológico.
  • Leve seu lixo e se possível, recolha o que encontrar pelo caminho também. A natureza agradece!



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Trekking nos Trilhos e Cachoeira do Jamil



É muito emocionante caminhar nos trilhos da da ALL (América Latina Logística), antiga linha Sorocabana, que ia de Mairinque à Santos. Ver os containers coloridos, sentir a vibração da locomotiva passando e ouvir seus apitos não tem preço!



Depois de algum tempo nos trilhos, saímos a direita, numa estradinha de terra, que seguia para a Cachoeira do Jamil, que fica dentro de uma propriedade particular.

O Sr. Jamil é muito simpático e numa prosa gostosa ele nos contou que seu avô era dono de uma das primeiras lojas de tecido na região do Bom Retiro em SP. Segundo ele, era uma loja grande e valia uma boa quantia em dinheiro. Seu pai herdou a loja, mas era estudante na época, então vendeu e ficou com o dinheiro. Um amigo estava precisando de dinheiro e seu pai num gesto gentil, emprestou. O problema é que logo explodiu a 2ª Guerra Mundial, o pai do Sr. Jamil foi para a guerra. Quando retornou, foi procurar o amigo, que estava falido. O único bem que ele possuía era a fazenda, que valia menos do que tinha emprestado, mas como não havia outra forma de reaver o dinheiro, o pai do Sr. Jamil aceitou as terras e assim de seu pai passou para ele e hoje é uma área de preservação. O Sr. Jamil não mora mais lá, mas vai até a fazenda praticamente todos os dias, para manutenção do espaço de camping e trilhas.

Essa bela cachoeira é formada pela confluência dos rios Monos e Capivari, únicos rios limpos dentro da cidade de São Paulo! Exatamente, fica num bairro chamado Emburá, segundo o Google Maps.



EQUIPAMENTOS IDEAIS PARA ESTA TRILHA:

Vestimentas

  • Calça 
  • Camiseta
  • Bota para trilha 
  • Boné ou chapéu
  • Roupa de banho, se for entrar na água, caso contrário, roupas íntimas confortáveis.
Dentro da mochila de ataque

  • Repelente
  • Protetor Solar 
  • Câmera e/ou filmadora
  • Cantil, Garrafa ou Squeeze (com água)
  • Alimentos: barrinha de cereal, fruta in natura (indico maçã), frutas secas, castanhas ou chocolate (energia), lanche frio, suco de caixinha. Claro que não é necessário levar tudo isso, escolha de acordo com sua preferência.
Localização

  • Estrada Evangelista de Souza, quando começar a parte de terra, tem placas com indicação.
Dicas

  • O local possui banheiros
  • Entrada: R$ 10 por pessoa
  • Endomondo: aplicativo de celular para medir a distância, tempo e o traçado do caminho 
  • Mesmo podendo não ser utilizado, mas por precaução é bom levar um kit de primeiros-socorros, lanterna, corda, bússola ou GPS e faca. Nunca se sabe o que pode acontecer...
ATENÇÃO!

  • Para caminhar nos trilhos é necessária uma autorização especial, portanto evitem acidentes e não caminhem na ferrovia, para isso contrate uma equipe especializada como a Papa Capim
  • Fiquem atentos com o previsão do tempo! Mesmo estando sol; se chover na cabeceira do rio corre-se o risco de tromba d´água.
  • CUIDADO ao caminhar sobre as pedras na cachoeira
  • Não ingira bebidas alcoólicas, nem use substâncias que alterem o estado físico e psicológico.
  • Leve seu lixo e se possível, recolha o que encontrar pelo caminho também. A natureza agradece!


domingo, 15 de novembro de 2015

kit de Primeiros Socorros, o que levo?



A primeira dúvida que sempre vem em mente é: o que deve ter no meu kit de Primeiros Socorros?

Itens básicos são essenciais, como por exemplo: faixa elástica, gaze, esparadrapo, band-aid, luvas e um saquinho para descartar o que foi utilizado.

Aí você me pergunta, para que luvas? Realmente eu nunca precisei delas, aliás de quase nada do meu kit. Mas imagine que no seu grupo tenham pessoas que você não conheça e precise fazer curativo em um corte. Sua segurança em 1º lugar, portanto, evite o contato com o sangue.

Não existem regras padrões para você montar seu kit. Isso dependerá de alguns fatores determinantes como: se seu kit será de uso pessoal ou não (quantidade), quais medicamentos costuma usar, se você é socorrista profissional, etc.

Aí vão algumas dicas:
  • Agulha e pinça: acho que é a única coisa que usei do meu kit até hoje! Não, não tive que costurar ninguém, kkk. Agulha (de costura mesmo) e pinça são muito úteis para tirar espinhos e farpas. Se necessário, esterilize a agulha com fogo.
  • Soro ou Antisséptico a base de Clorexidina: para limpeza de machucados, mas pode ser substituído por água (do cantil) + sabonete neutro.
  • Pomada contra Assaduras
  • Medicamentos: para dor de cabeça, dor abdominal, antitérmico, antidiarreico, relaxante muscular, pomada antialérgica (para picadas de insetos), pomada para queimadura, entre outros, de acordo com a sua necessidade.
  • Manta Aluminizada: isolante térmico
  • Tesoura sem Ponta: para cortar a faixa ou a roupa do corpo, em caso de ferimentos que não dê para tirá-la.
  • Termômetro
  • Absorvente Feminino: também serve para "socorrer" alguma mulher desprevenida, mas você conseguiria pensar em outra finalidade?! Hum, "tá" curioso(a), né?! Absorvente é muito útil para estancar hemorragia de cortes profundos! 
Agora que você já separou os itens do seu kit pessoal, onde vai colocá-los? Pode ser numa necessaire ou pote plástico.

Atenção:
  • Nunca dê medicamentos para pessoas que não sabem se podem usá-los. Falo isso, porque tenho uma amiga que é alérgica a qualquer tipo de anti-inflamatório (inclusive spray e pomada) e analgésico (exceto paracetamol).
  • Verifique sempre a validade dos medicamentos de seu kit.
Esse é meu kit pessoal e a única coisa que incluiria nele é a manta aluminizada.








quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Como Escolher uma Bota para Trekking?


Parece uma missão impossível escolher uma bota entre tantas marcas e modelos, não é mesmo?

Se tiver boas dicas, essa tarefa será trabalhosa, mas não tão difícil assim!
O que precisa ter em mente é que uma bota deve ser confortável e resistente. E como descobrir se ficará confortável no pé? Simples: provando! Experimente vários modelos e ande bastante pela loja.
Outro ponto que é necessário atenção, é que numa caminhada os pés incham e normalmente as meias para trekking são mais grossas, então se seus dedos ficarem encostando na biqueira é melhor levar um tamanho maior.
Mas quais características uma boa bota deve ter?
  • Solado: deve ser espesso, com cravos e ranhuras para evitar escorregões. Solado Vibram é uma das melhores marcas no mercado, mas também há outras como a Contagrip, Carbon X Grip, Amazonas, etc.
  • Leveza: quanto mais leve, maior agilidade e velocidade terá. Com a tecnologia atual existem muitos materiais leves e resistentes.
  • Impermeabilidade: para transpor riachos que não ultrapassem a altura do cano, poças de água/lama. Legal manter o pé seco!
  • Transpirabilidade: auxilia no controle da temperatura e umidade interna. É importante haver a marca/tecnologia Gore-tex, Climatex, HydroSeal, Sympatex, Outlast, etc.
  • Biqueira Reforçada: maior durabilidade para o calçado e maior proteção para seu pé. Sabe aqueles tropicões, né?
  • Reforço de Tornozelo: protege contra torções.
  • Palmilhas: tecnologias como Comfort Fit, Ortholite, entre outras trazem maior conforto.
                        Lembrem-se: equipamento é investimento!

Avaliações sobre as marcas:

Se pesquisar na internet verá que nenhuma marca se salva das reclamações. Defeitos podem ocorrer, então avalie o custo x benefício, a forma que a empresa solucionou o problema do cliente, experimente e faça sua escolha!

Já tive uma Salomon (não lembro o modelo) e com pouco mais de 1 ano de uso o solado descolou inteirinho na Travessia Castelhanos x Bonete, sorte que já estava no final. Mas conheço muita gente que considera como melhor marca no Brasil.

Tenho uma Timberland Trail Dust e a aderência sobre rochas é péssima, escorrega demais, mas para andar na terra atende as expectativas.



Meu brother também tem uma Timberland Chochorua 6 200G WP. É bem leve, pesa 200 gramas, é impermeável, mas a aderência sobre rochas também é ruim, além de esquentar e em apenas 2 vezes de uso começou descolar. Mas como foi adquirida numa promoção, ainda está valendo a pena.



Recentemente comprei uma Vento/Nômade Titã, é extremamente confortável, estável (até sobre rochas), solado Vibram, biqueira e tornozelo reforçados mas a impermeabilidade deixa a desejar, fora que com menos de 10 vezes de uso a lateral do solado está descolando.

Pesquisei entre colegas de trilha e vejam os comentários:

Thiago Henrique Baiões
Uso Bull Terrier Adventure Sports, é resistente, grande durabilidade, boa aderência ao solo (exceto limo e muita lama), mas não é muito confortável, porque é meio dura e um pouco pesada. Pelo preço acessível vale a pena.




Ana Caroline Ferreira
Adquiri recentemente a Quechua Forclaz 500 Feminina (marca exclusiva da loja Decathlon) e acredito que ela responda bem ao quesito custo x benefício. Uso calçados entre os números 35 e 36 e a que comprei no número 35 se encaixou perfeitamente ao meu pé. Ela não é muito justa, o que permite o uso de meias mais grossas, que proporcionam um conforto maior, principalmente na região do tornozelo. O solado é satisfatório em diferentes terrenos, como rochas secas e molhadas, lama e gramado. Quanto a impermeabilidade, ainda não tive a oportunidade de testar de forma efetiva, mas nas poucas vezes em que precisei colocar o pé na água (rapidamente), ela de fato não permitiu sua entrada. É um modelo leve, porém dá estabilidade ao pé, permitindo uma caminhada com segurança. O bico dela não é tão duro quanto o de outros modelos, nem o cano é tão alto, então mesmo que ainda não tenha me machucado, pode ser que em um terreno que exija mais proteção ao pé, ela deixe a desejar.

Osiel Coelho
Faz pouco tempo que comprei a The North Face Storm Mid WP e estou gostando bastante. É leve, confortável, impermeável, solado Vibram, traz segurança na caminhada porque é bastante estável. Só demora para secar quando molha totalmente (watertrekking).


Anderson Andrade
A bota The North Face Wreck Mid GTX é leve, impermeável, transpirável, projetada com a tecnologia Gore-tex e um solado de borracha Vibram. Além disso, ela é muito confortável. Antes de comprar, pesquisei acerca dessas tecnologias, como ela é da coleção anterior, comprei por um preço abaixo da media, valeu pelo custo benefício. Ela também tem um design legal. Apesar de ler na internet que a faixa vermelha no solado vai desgastar, mas impacta apenas no visual.
Antes de comprar essa nova, eu tive outra bota Timberland. Eu pesquisei a respeito para comprar da mesma marca, mas identifiquei alguns comentários negativos, afirmando que a Timberland perdeu um pouco da qualidade nos últimos anos. Principalmente sobre o solado.